segunda-feira, 19 de maio de 2014

Por quê a Nintendo ainda é a Nintendo.

   Sei que esse post parece estar vindo de um fanboy da Nintendo, e já começo dizendo que não sou nem de longe fanático pela empresa. Porém, tenho que concordar que mesmo estando em baixa na atualidade, acumulando um prejuízo de bilhões de doláres, essa gigante dos games ainda possui um carisma e magia que considero o ponto chave e que em algumas empresas, especialmente a Microsoft, faz uma tremenda falta. Obviamente que isso é apenas uma opinião pessoal baseada em reflexões após ler uma notícia, e explicarei o motivo.

   Hoje de manhã li a notícia no blog Nintendo Blast sobre o possível lineup da Nintendo na feira E3, que como falei no post anterior, é considerada uma das maiores feiras de games da atualidade. Confesso que quando vi o conteúdo da lista, pensei na mesma hora: "a Nintendo ainda consegue cativar o público". Simplesmente pelo fato de que quando decide anunciar uma nova versão de uma franquia conhecida, como por exemplo, Zelda, Metroid, Super Mario, Donkey Kong e alguns outros, há um rebuliço enorme na comunidade gamer, que esperam ansiosamente por uma nova sequência, já sabendo que com certeza será um ótimo jogo. 

   Qual o motivo disso? de todas as empresas de games, a Nintendo consegue essa atenção especial a cada franquia famosa lançada, e o principal: não é aquele tipo de franquia que sai de ano em ano. Parece que a big N espera pacientemente por um período e na ocasião em que mais está precisando, decide mostrar as novidades. Há uma certa "magia" envolvida nos seus lançamentos, pelo menos para mim e acredito eu para outras pessoas que curtem a empresa. Mesmo estando com seu atual console, o WII U, com poucas vendas e amargando com jogos, a empresa ainda procura satisfazer os fãs de carteirinha, tentando retomar seu antigo prestígio, com títulos de nome e sinônimos de qualidade.

   A suposta lista com os lançamentos pode ser conferida nesse endereço. Realmente fiquei empolgado com os lançamentos da Nintendo, que possivelmente me farão comprar um 3DS e quem sabe, um WiiU. Metroid 3D, Zelda, Star Fox, Mario Kart e além de tudo, o Virtual Console pro WiiU, com games de Gamecube, outro vídeogame que foi esquecido por muitos, mas ainda é cultuado por alguns, possuindo títulos de extrema qualidade. Obviamente que outras empresas possuem lançamentos de peso, e que também me empolgam, mas não sei o porquê, a Nintendo tem algo a mais. Talvez o motivo seja a nostalgia de uma época que já passou, onde os jogos tinham um encanto diferente da atualidade, mas vai saber né? Sei que espero ansiosamente por essa line up, e ainda torço que a Big N saia de uma espécie de limbo que amarga desde o Super Nintendo.




 



  




sexta-feira, 16 de maio de 2014

A mesmice dos games: estamos caminhando à remakes infinitos?

   Primeiramente gostaria de dizer que todo o conteúdo desse texto se baseia em minha opinião sobre games. Não considero que seja a verdade absoluta, porém acredito que faça algum sentido, pois não sou o único que discorre sobre esse assunto na atualidade. E como me considero um gamer, já que possivelmente joguei mais de 1000 jogos, acredito que tenho algo a acrescentar na comunidade.

   Nos últimos dias está circulando pela internet a lista com o conteúdo a ser apresentado na E3 de 2014; para quem não sabe, a E3 é considerada a maior feira de games da atualidade. Nessa lista, estavam contidos diversos lançamentos para as plataformas atuais, e foi nesse momento que bateu um certo medo em minha pessoa, pois vi que a lista possuia títulos que já estão em sua quarta ou quinta sequência, aparentemente mudando algo aqui ou ali, mas mantendo as mesmas mecânicas.

   A idéia aqui não é questionar sobre os títulos em si, mas sim analisar como a indústria de games caiu em uma espécie de limbo criativo. Das grandes empresas, como Sony, Microsoft, Square-Enix, Capcom, Ubisoft e outras, não vemos nada além de uma repetição de mecânicas de gameplay com uma história diferente e gráficos cada vez melhores. Mas o que será que está acontecendo? será que realmente estamos vivendo em um vazio de idéias criativas dessas produtoras? Acredito que não. Acho que tudo está relacionado com a própria configuração da indústria atual, buscando sua lucratividade ao máximo, e com isso procurando abranger todos os jogadores possíveis. Além disso segue a famosa máxima "não se mexe em time que está ganhando". Mas um dia o time perde.

   Atualmente temos basicamente três vertentes: os jogos das grandes empresas, os jogos indies e os jogos de empresas que ainda tentam manter acesa a chama da criatividade. Nesse quesito, podemos destacar alguns jogos como Dark Souls 2, que embora siga uma fórmula de gameplay da versão anterior, trouxe elementos novos e dificuldade ao jogador, retomando algo esquecido há tempos: a sensação de conquista. Os jogos indies também tentam buscar a glória do passado, com produções que não se importam tanto com gráficos mas sim com a experiência do jogador, sempre trazendo desafios a cada nova jogada. Um dos jogos que mais me divertiu foi o Super Amazing Wagon Adventure, jogo indie de xbox que possui gráficos de Atari, porém com uma história muito, mas muito engraçada e divertida.

   Já as grandes produtoras...Bem, temos gráficos espetaculares, que com certeza irão se tornar mais espetaculares, especialmente se a lista realmente for verdadeira. Porém, estamos perdendo muito em relação à experiência do jogador, com as mecânicas de determinados jogos, como Gears of War, God of War, Uncharted mudando levemente a cada jogo. Associe isso a uma narrativa que caminha pela mesma linha de roteiro, tornando a experiência maçante, na qual o jogador quer atingir rapidamente o clímax e não se preocupa em aproveitar cada momento do jogo, basicamente lembrando as produções de ação de Hollywood.

   A questão é: por que os jogos antigos possuiam a MESMA mecânica e eram tão cativantes? Jogos  como Megaman, Castlevania, Contra, Donkey Kong, Metroid possuiam muitos elementos parecidos em relação ao gameplay, mas eram sucessos absolutos e o jogador aproveitava a cada minuto? Na minha opinião, tudo está baseado no desafio, que não é mais apresentado nos jogos de hoje, onde basta apertar alguns botões e ir em linha reta para termina-los. Incluo nessa lista Uncharted e Last of Us, que apesar de serem games excelentes, caem na mesmice hollywoodiana gamística. 

   Talvez um dos únicos jogos que foge desse marasmo seja a série ZELDA, que embora possua elementos em comum no gameplay, a cada jogo apresenta uma narrativa diferente e que traça linhas não habituais na forma de contar a história. Além disso, puzzles garantem uma maior diversão e dificuldade, mais uma vez trazendo à tona o assunto "desafio". Olha que nem sou fanboy da série, mas tenho de admitir que ela faz bem seu trabalho. Outro jogo que inova sempre nesse quesito é a série GTA, trazendo um roteiro muito bem trabalhado e que prende o jogador, embora não possua um desafio convincente.

   Enfim, acho que as grandes empresas continuarão a seguir com essa fórmula maçante e desnecessária, produzindo jogos repetitivos e com gráficos espetaculares, agrandando à grande maioria dos players. Tentarão enganar os jogadores mais "hardcore" com remakes meia-boca feitos apenas pra ganhar um trocadinho. Porém, jogadores como eu, irão sempre preferir os jogos que mais trazem desafio e sensação de conquista. Obviamente que aproveitar os gráficos maravilhosos de um Uncharted 4 não fará mal a ninguém, né?



terça-feira, 6 de maio de 2014

Machado de Assis está se revirando no caixão, ou não?





Nos últimos dias, no facebook, o nosso mais "importante" formador de opiniões e pensadores, uma questão polêmica foi discutida na rede social: a mudança do texto contido no livro "O Alienista", do nosso saudoso escritor Machado de Assis, pela escritora Patrícia Secco, visando facilitar a leitura do texto, que pessoalmente também acho complicado e maçante, pra não mencionar outros adjetivos.

O motivo pelo qual escrevo não é somente para questionar a atitude da autora, mas sim questionar a enxurrada de comentários no facebook, muitos com argumentos válidos, enquanto outros apenas estão fazendo mimimi com um fato que nem é tão importante assim, mas é aquilo né? a democracia digital permite que qualquer um (inclusive eu) possa emitir sua opinião em um post ou em um blog.

A autora simplesmente considera que a leitura de obras de Machado de Assis é difícil (ou seria enfandonha?), desestimulando a leitura por uma parcela mais jovem, alterando algumas partes do texto  para que ele se tornasse mais agradável. Concordo totalmente com isso, oras. Não vejo problema nenhum em facilitar o entendimento pras pessoas mais jovens, ou que simplesmente não possuem saco pra ler um texto chato (eu sou um deles).

Mas esse pequeno fato foi motivo para que comentários extremamente hostis fossem feitos, alguns insinuando que a autora era burra, enquanto outros insinuavam que a autora deveria ser presa, por denegrir a língua portuguesa! A razão desse protesto tem como argumento a alta taxa de analfabetismo funcional e "decadência" do público leitor no Brasil, que a cada dia que passa a ler menos livros e apenas busca resumos, consequentemente prejudicando sua capacidade de escrever. Não é a toa que vemos por aí erros grotescos, inclusive em faculdades públicas.

Realmente é um fato; a nova geração, beneficiada com a internet e seus resumos, procura textos rápidos, acabando muitas vezes por não entender o conjunto de determinada obra. Mas pensem comigo, realmente isso mudaria por causa de uma obra do Machado de Assis? É ÓBVIO que não! É muita hipocrisia e pompa achar que a não mudança de um texto iria mudar alguma coisa em relação a esse quadro, preocupantes pra muitos, enquanto pra outros, nem tanto assim.

Claro que muitos argumentam pontos que considero até válidos, como o contexto da época em que a obra foi escrita, a forma de escrita, etc.; mas olhem bem... caso as pessoas queiram a obra original, ela estará lá! Ninguém irá mudar Machado de Assis pra sempre, entendem?! Eu considero hipocrisia por um motivo simples: a questão da mudança da forma de ler não é um problema apenas no Brasil! Em todo lugar do mundo acontece isso. Engraçado que quando uma autora brasileira, pouco conhecida, fala isso, todos se levantam e bradam "queremos a língua culta! todos precisam ler pra aprender!!", mas quando Pierre Levy levanta a questão do hipertexto e como ele impactou a nossa cognição para que possamos interpretar dados do mais diverso formato, ninguém fala nada, inclusive concordam.

O que quero dizer, meus colegas, é que a leitura MUDOU. A forma com que as pessoas interpretam a informação mudou, e simplesmente deal with it. Não adianta gritar, xingar, ofender, já que é uma mudança mundial que acontece quase simultaneamente com a internet. As pessoas no geral observam a informação em blocos, passando muitas vezes por partes do texto que não as interessam, e indo pro ponto chave do que querem. E nem por isso existem só jovens burros pelo mundo, muito pelo contrário! Existem pesquisas que demonstram que o cérebro se adapta gradativamente a esse contexto possibilitando que o usem para outras capacidades cognitivas. Basta procurar no google!

Até os livros mudaram sua forma de escrita. Simples assim. Óbvio que no Brasil o problema da leitura é acentuado pela baixíssima educação do nosso povo, e não será um livro que irá mudar isso. O que me irrita profundamente ver a autora sendo ofendida por pessoas, que sequer chegam a unha do pé dela em relação ao incentivo a leitura. A mulher tem mais de 250 livros públicados, e é responsável pelo projeto "Ler é fundamental" de incentivo a leitura, e deseja apenas que os jovens possam ter um entendimento melhor da obra para que no futuro busquem leituras mais complexas.

Então, por favor, parem de ficar com sua pompa de que "li Machado de Assis" no ensino médio e blá blá blá, por que provavelmente na sua época de ensino médio não existiam Tablets, Smartphones e muito menos Facebook. Ou seja, você simplesmente fez parte de uma geração em que o contexto da leitura era diferente. Aceite isso, viva com as mudanças, reflita sobre elas, e principalmente, antes de julgar alguém, pesquise um pouco sobre, pois senão você se torna a mesma pessoa a qual você critica.

Abraços

Fonte da imagem: Cuz Cuz Literário

quarta-feira, 30 de abril de 2014

XBOX ONE vai pra China!



É, parece que a Microsoft dessa vez deu uma rasteira na Sony, e com certeza vai chegar perto ou até mesmo equiparar o número de consoles vendidos, que até o momento estão nas mãos da empresa japonesa.

A Microsoft será  a primeira empresa de videogames autorizada a comercializar games na China, após a restrição proibindo a venda de consoles estrangeiros. A proibição aconteceu há 14 anos, e até então, só deu uma diminuída com a expansão da zona de comércio livre de Shangai. A empresa americana irá comercializar seu produto em parceria com a BestTV New Media Co, uma subsidiária da China Shangai Media Group. 

Achei genial essa jogada da Microsoft. Buscou um mercado gigantesco, através de acordos e agora possivelmente irá assumir uma posição confortável de vendas no país, já que as demais empresas (Nintendo e Sony) ainda estão tentando penetrar no país. Pelas estatísticas oficiais, o PS4 já vendeu aproximadamente 7 milhões de unidades no mundo todo, enquanto o Xbox One possui aproximadamente 3 milhões de consoles totalizados.

Com a novidade, é possível que a Microsoft consiga chegar perto dessa marca se a Sony não correr atrás. Obviamente que será necessária uma campanha de marketing forte da empresa, para que atraia a atenção dos consumidores chineses a comprarem seu console.  De qualquer forma, é uma ótima notícia pros gamers chineses.

Matéria original: GeekWire



segunda-feira, 28 de abril de 2014

Infamous - Ser ou não ser? Jogar ou não jogar?




   Um dilema comum estava assolando os donos do Playstation 4: a carência de jogos exclusivos e que demonstrassem a potência real do console. Com exceção de Battlefield 4, que possui gráficos espetaculares, o restante dos games pareciam mais como ports" do que qualquer outra coisa. Uma partículas a mais aqui, outras texturinhas ali, e ficávamos nisso. E aí apareceu "Infamous: Second Son", que finalmente deu uma empolgada nos usuários carentes por jogos. Mas será que o jogo é realmente tudo isso que aparenta ser?

   A história de Infamous 3 (assim que irei chamar) se passa aparentemente após alguns anos dos eventos de Infamous 2, dessa vez contando a história de outro protagonista, chamado Delsin Rowe. O game deixa claro que Cole McGrath não conseguiu eliminar todos os conduits como ficou entendido no segundo jogo, e agora outros super-humanos, denominados de "Bio-Terrorists", surgem. Com essa nova ameaça, é criada uma força de conteção chamada DUP (Departament of Unified Protection), funcionando basicamente como uma SS para conduits. São encarregados de prender e conter os conduits. É ai que Delsin entra em cena, pois em um acidente acaba descobrindo que seu poder é um pouco diferente dos outros, sendo capaz de absorver todos os poderes dos conduits que tocar. Bem complicado não?
   Deixando um pouco a história de lado, vamos ao ponto principal:  vale a pena jogar? é um exclusivo de peso no PS4? Vamos a uma breve análise dos pontos positivos e negativos do jogo, analisando os quesitos história, gráficos, trilha sonora, jogabilidade e replay value.

1)    História: Infamous 3 possui uma história convincente. Não é um GTA V da vida, mas.... Só achei bastante curta,  lembrando uma espécie de spin off do Infamous 2, mostrando as consequências após o fim do segundo game. De qualquer forma, vale mencionar que Delsin é muito mais carismático que Cole, pelo menos na minha opinião. Faz piadinhas o tempo todo, se diverte com o poder que conquista de seus inimigos, e sua relação com seu irmão também é bastante cômica. A vilã principal também é bastante carismática e logo nos primeiros minutos de jogo você já fica querendo ir atrás e dar cabo da infeliz.

2)  Gráficos: simplesmente espetaculares; é possível perceber aqui a diferença de processamento gráfico entre o PS4 e seu antecessor. Texturas muito boas, Cores vibrantes e uma framerate bastante fluída pro tamanho do mapa. Além disso, é possível observar a "vida" na cidade, que possui pessoas transitando, falando, dirigindo e parando pra observa-lo quando você passa voando ou correndo. Só acho que poderiam dar uma caprichadinha nos veículos, mas nada que vá fazer você parar pra reclamar, até porque isso não é GTA e você não irá andar em carros com a opção de poder voar pelos arranha céus da cidade de Seattle.

3)  Trilha sonora: é outro ponto de destaque do jogo, com músicas bem produzidas em diversos momentos de ação e drama. Vale a pena baixar a OST disponível no site do game. Palmas para Heart Shaped Box que toca nos créditos finais.

4)   Jogabilidade: um dos piores pontos do jogo. Os controles respondem bem, mas às vezes a câmera fica muito difícil de ser controlada e torna a vida do jogador um inferno. Além disso, escalar paredes com o Delsin é uma tarefa cansativa, já que tornaram o personagem "leve" demais. Outro ponto que achei desnecessário foi utilizar o touch pad do controle para absorver os poderes e destruir os containers. É uma tarefa chatíssima segurar o touch pra cima enquanto se aperta o botão R2. Poderiam ter simplesmente colocado no Square ou Cross. Ponto positivo pros stencils que Delsin desenha durante o game; é interessante ver a utilização do controle como uma lata de spray.

5)     Replay value: mediano. O jogo é consideravelmente curto, porém, você poderá ir pelo caminho bom e depois de terminar, tentar ir pro lado negro da força. De qualquer forma, as missões são basicamente as mesmas e chega uma hora que cansa ficar fazendo a mesma coisa. Esse talvez seja um dos maiores problemas da geração sandbox: o excesso de missões semelhantes. Fora isso, foi disponibilizado gratuitamente o DLC "Paper Trail", que na minha opinião, é a melhor quest do jogo, fazendo uma ligação entre dicas e puzzles a serem resolvidos no browser do seu computador e eventos dentro do próprio game; uma ótima adição da Sucker Punch.

   E então, vale  a pena jogar? Óbvio que sim. Vale muito a pena jogar. Possui algumas falhas que poderiam ser contornadas com mais algum tempo de lapidação, mas que são aceitáveis para um jogo novo de uma geração também nova. Parabéns para a Sucker Punch e esperamos pelo quarto game da série!



terça-feira, 15 de abril de 2014

Eis do aquém do além de onde não vem ninguém surge quem... DARK SOULS 2!!

   



Retomando o blog, que andava meio parado devido a compromissos pessoais e profissionais. O desafio dos 1001 jogos continua, porém, dessa vez  irei inserir as novas plataformas dentro do desafio. Outro ponto importante será meu twitch, que transmitirei alguns jogos do ps4 via stream (mesmo com a qualidade porca do velox). 

     Obviamente que pra voltar, tem que ser em grande estilo, e dessa vez trago uma breve análise e algumas opiniões minhas sobre o jogo Dark Souls 2, que até o presente momento foi o HYPE do ano de 2014, e sejamos honestos, com toda a razão. Não vou me ater em detalhes técnicos sobre o jogo, pois isso você irá encontrar na WIKI do jogo ou também

     Quem jogou Demons Souls (2009), jogo que deu origem a série, sabe que essa franquia ficou conhecida por sua extrema dificuldade, fato que discordo, mas isso fica pra adiante; jogadores perdiam noites de sono tentando passar de fases do jogo, já que uma vez morto, é necessário voltar ao início do estágio e refazer todo o caminho para recuperar seu corpo e suas almas. Dois anos depois, é lançado Dark Souls (2011), a continuação espiritual do game, mantendo a dificuldade e possuindo chefes bizarros e ao mesmo tempo carismáticos, que também arrancaram noites e noites de sono.

     Dark Souls 2, lançado em Março de 2014, continua com o legado da série, porém dessa vez, dá uma ajudinha ao jogador novato, nicho que aparentemente foi esquecido nos dois primeiros games. Motivo? Simplesmente o jogador menos experiente ficava perdido com o game, já que a geração ps3 e xbox 360 criaram o péssimo costume de levar o "coitadinho" do player pela mão, com setas, tutoriais avançados e hints nos jogos, além de vidas e continues infinitos, entre outras coisinhas.
     
     A nova versão conseguiu manter a dificuldade dos primeiros games e não confundir o jogador, explicando como funciona o jogo, mas sem guia-lo pela mão de forma explícita. Achei essa mudança necessária, não para mim, mas para os jogadores que não possuem experiência em jogos como esse. A customização está bem legal e você pode mudar seu personagem em quase tudo, deixando-o quaseeee igual a você. Foram criadas novas "classes" para se começar ao jogo, que como todos sabem, não influenciam em muita coisa, já que o desenvolvimento do personagem varia conforme os pontos de status são distribuídos. Então não importa qual classe você escolha, pois ela poderá ser mudada, mas é claro que você não irá criar um Sorcerer para depois aumentar STR ao invés de INT, né? 

     Um dos pontos debatidos em relação ao jogo, e que sinceramente não concordo com a grande maioria: o nível de dificuldade. Claro que afirmar que o jogo é fácil seria prepotência e arrogância da minha parte, mas dizer que é extremamente difícil também acho um exagero. A série Dark Souls simplesmente pega a essência de todo jogo de videogame, que é chamada atenção e coloca na cara do jogador. O problema todo é que a nova geração de players simplesmente aprendeu a ser guiado pela mão, e quando isso não ocorre, acham impossível e largam o jogo pra lá, o que acho uma pena. 

     Quando jogamos com atenção, decorando lugares, inimigos, padrões, etc, simplesmente iremos morrer menos e ter menos irritação. Obviamente que é impossível jogar com 100% de atenção 100% do jogo, especialmente agora que estamos conectados nas redes sociais, etc., mas com um pouco de dedicação e paciência, é possível terminar o jogo de forma confortável, apreciando uma bonita história e belos cenários. Como eu sei disso? Simples. Eu me tranquei pro mundo lá fora por uma semana e fiquei somente jogando. 

    Mas também sou da geração do NES 8 Bits, onde jogos eram praticamente impossíveis, como Battletoads, Ninja Gaiden, Contra, Shadow of the Ninja, entre outros. Então pra minha geração, um jogo como Dark Souls traz um pouco dessa nostalgia prazerosa, que dava a sensação de realmente vencer, e não seguir uma rota burocrática esperando pelo final de uma saga. E essa sensação ultimamente está faltando.

     Você que está lendo isso agora, não desanime. O jogo é difícil, irá te chatear quando você morrer 30x para um boss (foi isso mais ou menos que morri no Burning Demon), mas também irá te dar sensações de alegria quando você finalmente terminar o game e falar: eu consegui! Dark Souls 2 com certeza será um dos grandes jogos de 2014.

Abraços a todos!

    

     
     
    

sábado, 29 de junho de 2013

Matrix: uma visão da veracidade da informação digital.

Boa tarde a todos. 
Parando um pouco o desafio dos 1001 jogos (projeto à parte do blog), estou postando uma resenha que fiz para o curso de Arquitetura da Informação que faço, e decidi analisar o filme "Matrix", de 1999, produzidos pelos irmãos Wachowski, fazendo uma analogia com os movimentos sociais online de hoje em dia e a questão da informação ser real ou não. Espero que curtam! 

Resenha:
É praticamente impossível fazer um levantamento dos filmes que abordam questões existenciais e filosóficas e não mencionar “Matrix”. O filme, dirigido pelos irmãos Wachowski, foi lançado em 1999 e rapidamente se tornou um fênomeno cultural entre os amantes do cinema “cyberpunk”, genêro que até então andava bastante escasso dentro da indústria cinematográfica. Mas qual o motivo do filme ter feito tanto sucesso e quais as questões abordadas em seu enredo? Podemos destacar várias, como filosofia oriental, questões inerentes ao “eu”, interação entre homem/máquina, e obviamente a questão que este texto visa analisar, que é a representação e também manipulação da informação, tudo isso adicionado a doses de kung fu e cenas de ação alucinantes.
Primeiramente é necessário destacar que na época de seu lançamento, a própria sociedade caminhava para o “mundo online”, que embora já existisse, em alguns lugares ainda começava a caminhar em passos curtos. O que o filme mostra é praticamente o contexto social em que nos encontramos nos dias atuais: uma sociedade conectada praticamente 24 horas por dia, 7 dias por semana, mas ao invés de estarmos “plugados” pelo cérebro, estamos conectados através de dispositivos móveis como smarphones e tablets, consequentemente sendo bombardeada pelos mais diversos tipos de informação, muitas vezes a “digerindo” sem sequer verificar sua veracidade, se é que isso é possível.
A principal analogia que esse texto pretende apresentar entre o filme e a questão da informação é a pergunta: “o que é real?”. O que podemos considerar real ou não? Quais informações são confiáveis, quais são apenas produtos criados por diversos veículos de comunicação para criar uma confusão informacional e com isso dúvidas da população em relação a um determinado tema? Obviamente que Matrix aborda isso de uma maneira bem mais abrangente, colocando a famosa máxima “cogito ergo sum” (penso logo existo), na qual aborda a própria questão da existência humana, já que em uma suposição, poderíamos realmente sermos parte de uma simulação gerada por computadores inteligentes o suficiente para representar nossa racionalidade em forma de códigos binários.
Em uma escala menor, pode-se analisar a questão do real/virtual voltada para a informação, especialmente que na sociedade contemporânea somos bombardeados por informações vindas de diversas partes, sem sequer sabermos a fonte. Essa análise parte da premissa de que no último mês, devido às manifestações ocorridas em território nacional, oriundas de uma mobilização massiva da população nas redes sociais como Facebook e Twitter, além dos veículos informacionais online, como diversos jornais, fomos expostos à muitas informações de diferentes fontes, gerando um caos na internet e colocando a própria população em dúvida sobre o que estavam protestando. Qual era a informação correta? Em quem acreditar? O que divulgar?
Uma das principais observações ocorridas foi a divulgação de notícias que datavam o ano de 2011, apenas porque estavam em um contexto parecido com o atual. A propagação em massa dessas informações acabava as tornando “reais” perante o olhar de uma parcela da população, que frequentava as redes sociais e não consultava a fonte dessa informação. Diversas pessoas realmente acreditavam em fatos que sequer sabiam a legitimidade, consequentemente difundido para outras pessoas que também passavam a acreditar.
É justamente nesse ponto que podemos fazer uma analogia com o filme Matrix. Muitas das informações são produzidas e manipuladas de forma a fazer  a grande parcela da população acreditar que são reais, sempre tendo algum interesse, seja ele econômico ou político. Isso pode ser notado apenas com uma breve análise do contexto atual do país e das redes sociais online. O que o filme representou foi basicamente o mesmo contexto, apenas ampliado em uma escala global. As máquinas simulavam um mundo no qual as pessoas acreditavam ser real para poderem consumir sua energia vital e com isso continuar sua existência. Portanto, a questão continua sendo a mesma, apenas em patamar “menor”, se é que pode-se chamar assim.
Matrix consegue ser um filme brilhante por isso, por possuir em sua essência diversos temas que podem ser levantados e analisados, de forma subjetiva, muitas vezes sendo “escondidos” pelas cenas de ação e efeitos especiais. Particularmente considero os irmãos Wachowski gênios em termos de visão de mundo, até pelo fato de que o filme foi escrito em 1997-1999 e consegue se manter atual até hoje.

29/06/2013